Faça economia, dos livros didáticos ao transporte escolar

O que aumentou de preço, o que não comprar e como gastar menos na volta às aulas.

Guia de Bolso | 19 de fevereiro de 2016
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Recentemente, publicamos aqui no blog algumas dicas para economizar, na volta às aulas, com a compra de material escolar (VEJA EM: 7 dicas para economizar na volta às aulas). Mas além do material didático, outros itens referentes à educação também tiveram aumento de preço e merecem especial atenção de quem deseja economizar.

Conforme a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (Abfiae), os itens da lista estão, em média, 10% mais caros em relação há um ano. E acessórios trazidos do exterior (como mochilas, estojos e lancheiras) podem ter preços até 35% mais altos que um ano atrás.

Outro estudo, feito por um economista do IBRE - Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas -, aponta que livros didáticos e paradidáticos também apresentaram altas significativas, além disso, o transporte escolar pode ficar até 8% mais caro este ano.

Quer saber como diminuir o resultado dessas contas? Veja algumas dicas:

Como gastar menos com a lista de materiais?

Lendo o texto 7 dicas para economizar na volta às aulas, você vai perceber que, a primeira dica é descobrir tudo que você já possui e pode reaproveitar em vez de adquirir novo. Além disso, é aconselhável pesquisar bem os preços de tudo que precisa antes de comprar. E de preferência, você deve calcular, antes de sair de casa, o quanto pode gastar com os materiais. Assim, evita fazer uma dívida com a qual não possa se comprometer.

Se for levar os filhos às compras, converse com eles antes, procurando conscientiza-los da situação. E atenha-se à lista. Muitas vezes, gasta-se mais do que o necessário em itens dispensáveis, alerta a Proteste.

O que as instituições de ensino podem e não podem pedir na lista de materiais?

Outra dica importante para economizar na lista é ficar atento ao que pode ou não ser solicitado pelas instituições de ensino.

Unidades do Procon em diversos estados brasileiros divulgam que as escolas só podem solicitar materiais de uso restrito ao processo didático-pedagógico e que tenham por finalidade única o atendimento das necessidades individuais do aluno durante a aprendizagem, em quantidade coerente com o plano de ensino, sem restrição de marca.

Aliás, essa relação de materiais deve obrigatoriamente ser disponibilizada aos pais ou responsáveis com antecedência para que o consumidor tenha a liberdade de pesquisar preços e marcas.

Materiais de uso coletivo (como produtos de higiene e limpeza), além daqueles itens usados na área administrativa, devem ficar de fora da lista de pedidos.

Em Florianópolis, a Secretaria Municipal de Segurança e Defesa do Cidadão publicou, em 2015, uma lista, ainda em vigor, com 60 itens que podem ser considerados abusivos se incluídos entre os materiais pedidos pelas instituições de ensino:

  1. Álcool 2. Algodão 3. Argila 4. Balde de praia 5. Balões 6. Bastão de cola quente 7. Bolas de sopro 8. Brinquedo 9. Caneta para lousa 10. Canudinho 11. Carimbo 12. Cartolina em geral 13. Cola em geral 14. Copos descartáveis 15. Cordão 16. Creme dental 17. Disquetes e CD’s ou produtos de mídia 18. Elastex 19. Envelopes 20. Esponja para pratos 21. Estêncil a álcool e óleo 22. Fantoche 23. Feltro 24. Fita dupla face 25. Fita durex em geral 26. Fita ou cartucho para impressora 27. Fita decorativa 28. Fitilhos 29. Flanela 30. Garrafa para água 31. Gibi infantil 32. Giz branco e colorido 33. Glitter 34. Grampeador e grampos 35. Isopor 36. Jogo pedagógico 37. Jogos em geral 38. Lã 39. Lenços descartáveis 40. Lixa em geral 41. Maquiagem 42. Marcador para retroprojetor 43. Massa de modelar 44. Material de escritório sem uso individual 45. Material de limpeza em geral 46. Medicamentos 47. Palitos de churrasco 48. Palito de dente 49. Palito de picolé 50. Papel, em geral, exceto papel ofício quando solicitado em quantidade não superior a uma resma por aluno 51. Papel higiênico 52. Papel ofício colorido 53. Piloto para quadro branco 54. Pincel Atômico 55. Pincel para pintura 56. Pratos descartáveis 57. Pregador de roupas 58. Sacos plásticos 59. Tintas em geral 60. TNT

Como economizar com livros didáticos e paradidáticos?

Como o papel que preenche os livros é cotado pela moeda americana, esses itens também tendem a sofrer aumento. Mas você tem opções para economizar:

- Sebos

Apesar do fatídico nome, esse tipo de loja pode oferecer livros didáticos e literários em ótimo estado de conservação por um preço bem mais em conta. E a pesquisa também pode ser feita pela Internet. O site estantevirtual.com.br, por exemplo, reúne sebos de todo o Brasil e traz descrição detalhada do estado dos exemplares. Vale a pena considerar essa opção.

- Bazar, troca-troca ou repasse na escola

Se os livros usados no ano anterior ainda estão em bom estado, vale a pena pensar em revendê-los ou troca-los. Você pode revender em um sebo, fazer um bazar com amigos do seu filho ou buscar pais e alunos interessados na própria escola, lugar ideal para encontrar bons compradores, neste caso.

Em Recife, por exemplo, um grupo de mães do Colégio Damas criou um grupo no Facebook para negociar livros usados, compartilhando fotos e ofertas. E os preços chegam a ser até 50% menores do que nas livrarias. Uma ideia colaborativa que merece ser compartilhada e reproduzida.

- Bibliotecas e e-books gratuitos

Para gastar menos com os livros, você também pode pesquisar se eles estão disponíveis em alguma biblioteca próxima ou até se existe a opção do e-book virtual gratuito. No site mantido pelo Ministério Público dominiopublico.gov.br, por exemplo, é possível ter acesso a obra completa de Machado de Assis, entre outras preciosidades.

Como economizar com transporte escolar?

Com o preço do combustível nas alturas, a van ou ônibus que leva e busca as crianças na escola pode acabar pesando no orçamento. Veja algumas alternativas:

- Carona solidária

Combinar com outros pais o transporte conjunto das crianças pode ser uma boa forma de economizar com a ida e volta da escola.

A advogada Maria Carolina Gouvêa, moradora de Vila Velha, dá o exemplo: "Eu conversei com os meus vizinhos para fazermos carona solidária para este ano. Criamos um grupo no whatsApp e eu fiquei responsável de levar as crianças para à escola, em Vitória, onde trabalho. E outros pais buscarão. Quando eu ou algum outro pai não puder fazer o traslado, só avisar pelo 'whats' e outro vai levar ou buscar as crianças", disse a advogada.

- De bicicleta ou a pé

Opções que, além de econômicas, são saudáveis para o corpo e para a relação de pais e filhos, que acabam ficando mais tempo juntos durante o trajeto.

Em alguns casos, esses benefícios podem até compensar a troca de escola. Foi o que o funcionário público Reinaldo Dalmaso pensou: "Para este ano, minha esposa e eu optamos em mudar o nosso filho de escola. Assim não precisaremos contratar o serviço de transporte escolar e economizaremos mais. Agora faremos o trajeto a pé ou de bicicleta", conta Dalmaso.

- Não deixe de lado a segurança

Se optar por buscar um transporte escolar mais barato, não deixe de lado as questões de segurança: verifique se o veículo possui credenciamento no DETRAN e se o condutor é devidamente registrado para o serviço. Além disso, veículos que transportam estudantes com menos de nove anos de idade devem contar com a presença de um responsável acima de 21 anos, devidamente credenciado pelo DETRAN para auxiliar na locomoção das crianças menores.

*Com informações do jornal ESHOJE de 12 de Janeiro de 2016.

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