Finanças pessoais: o método dos envelopes

Uma técnica pra administrar melhor o orçamento em tempos difíceis.

Guia de Bolso | 07 de outubro de 2016
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Finanças pessoais: o método dos envelopes
Finanças pessoais: o método dos envelopes

Se as pessoas não são todas iguais, a forma de cada um organizar-se financeiramente também não precisa ser. Há, por exemplo, quem defenda o uso das planilhas financeiras (você pode baixar a sua grátis aqui), há também quem opte pela praticidade de aplicativos digitais, como o recém-lançado Minhas Finanças do Sicoob e há ainda quem prefira administrar o dinheiro vivo.

Aliás, para quem não faz um bom acompanhamento de cupons fiscais, extratos e faturas, ter o dinheiro em mãos, gastando-o nota por nota, pode ter efeitos práticos na economia mensal. Em épocas de intensa restrição financeira, essa também pode ser uma boa estratégia, para visualizar exatamente o que está sendo gasto.

Mas como fazer para não se perder nas contas? É possível ter uma boa organização e um planejamento eficiente com todo o dinheiro na carteira? Conheça o método dos envelopes e confira:

1 - Como funciona

O método dos envelopes consiste em dividir sua renda em envelopes específicos, destinados a cada uma de suas despesas.

Portanto, o primeiro passo é dividir suas despesas por categorias. Um exemplo:

- Casa: aluguel, condomínio, água, luz, IPTU, seguro, gás, telefone, Internet e manutenção do imóvel;

- Saúde: plano de saúde, medicamentos, academia e gastos com estética;

- Supermercado: compras de alimentação e produtos de limpeza;

- Educação: mensalidades escolares, livros, uniformes e transporte escolar;

- Carro: seguro, manutenção, IPVA, combustível;

- Lazer: restaurantes, lanches, cinema, teatro, passeios, viagens;

- Compras: vestuário, calçados, livros, eletrônicos, maquiagem, presentes, etc.;

- Dívidas: empréstimos, cheque especial, crédito rotativo, etc.

Essa categorização é muito pessoal. Talvez você não tenha dívidas, por exemplo, mas possua algum outro tipo de despesa mensal, como os gastos com um bichinho de estimação (ração, vacinas, pet shop, etc.). Avalie seus gastos e faça sua própria categorização de despesas.

Importante: além de um envelope para cada categoria de despesa que você criar, especialistas aconselham a criar mais dois envelopes extras: um para sua reserva de emergência e outro para seus investimentos.

Pode ser que no primeiro mês você não use esses dois envelopes. Mas a ideia é ir começando a se organizar para ter um melhor planejamento de suas contas e, posteriormente, conseguir fazer uso desses dois envelopes para ter maior tranquilidade financeira. Veja como fazer isso:

2 - Expectativas e realidade

O próximo passo para organizar melhor seu orçamento é prestar mais atenção aos seus gastos, diferenciando expectativas de realidade. Confira:

Com os envelopes já nominados por categoria, assim que receber a sua renda, separe o dinheiro que imagina ser suficiente para cada envelope/categoria. À lápis, anote em cada envelope o valor inicial que ele contém.

Ao longo do mês, coloque todos os comprovantes de gastos (fatura ou recibo de compras) dentro de seu respectivo envelope, conforme a categoria da despesa.

Ao final desse primeiro mês, some tudo que foi gasto em cada envelope. Verifique se há sobras ou faltas. Compare o real valor gasto com a expectativa inicial que tinha anotado à lápis (ex.: carro - previsto R$ 400/gasto R$ 500).

Segundo o educador financeiro Robinson Trovó, “geralmente vai haver um ou dois envelopes cujo resultado será absurdamente diferente daquilo que a pessoa imaginou. Esse é o envelope inimigo; é em cima dele que tem de focar para reduzir os gastos. Carro e compras, normalmente, são os envelopes mais problemáticos”.

3 - Comece a se planejar melhor

Observando melhor suas despesas, comparando mês a mês suas expectativas de gastos com seus gastos reais, você pode ir fazendo as adequações necessárias e pertinentes para o seu caso, conforme seus objetivos. Dessa forma, é possível começar a planejar melhor seu orçamento.

O ideal é que, se o dinheiro acabar em um determinado envelope, você tente não mexer no outro (claro que não vale criar uma dívida por isso). A ideia é repensar suas reais necessidades de compra, diferenciando-as de vontades momentâneas e impulsos. Ou seja, com o tempo, esse planejamento também pode ser uma forma de começar a economizar e poupar dinheiro. Veja só:

4 - Poupando com envelopes

Tendo feito uma melhor organização em suas finanças e já conseguindo planejar melhor seu orçamento, é hora de começar a pensar em sua reserva de emergência e em seus investimentos.

Manter uma reserva de emergência é recomendado para pessoas de todos os perfis. Afinal, esse montante pode livrar seu orçamento de prejuízos maiores em casos imprevistos. O que varia é a quantia a ser poupada. Para quem está começando a criar essa reserva, o ideal, segundo especialistas, é poupar cerca de 20% da renda mensal com esse objetivo.

E os investimentos também são importantes. É investindo que você faz sua renda se multiplicar. E os seus investimentos também podem representar uma maior tranquilidade financeira no futuro. Para Robinson Trovó, da Trovó Academy, uma pessoa que quer enriquecer precisa gastar menos do que ganha e investir pelo menos 10% de sua renda líquida todo mês em aplicações que paguem juros acima da inflação. colocar aqui o link do e-book investimentos

Pense sobre isso. Comece juntando uma boa quantia nos envelopes de reserva de emergência e investimentos. Crie esse hábito. E destine a reserva para a poupança e os investimentos para as aplicações escolhidas.

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