Traduzindo os 7 princípios do cooperativismo

Descubra as 7 maiores vantagens que o modelo do cooperativismo tem a oferecer.

Vantagens da Cooperação | 13 de novembro de 2015
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Você já deve saber que cooperativas são associações autônomas de pessoas com interesses comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida.

Mas você sabia que as cooperativas operam sob diretrizes internacionais estabelecidas há mais de 150 anos? E sabia que essas diretrizes - os princípios cooperativos - representam algumas das principais vantagens do modelo cooperativista?

(Por que uma cooperativa financeira pode ser a melhor opção.)

Como tudo começou?

Em 1844, em plena Revolução Industrial, foi quando surgiu oficialmente a primeira cooperativa do mundo, em Rochdale, na Inglaterra, operando sob princípios que são observados até os dias atuais.

Inspirada pelos 28 cooperados pioneiros de Rochdale, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) redigiu, em 1995, os sete princípios do cooperativismo - linhas orientadoras de ação para que as cooperativas consigam colocar em prática seus valores de democracia, liberdade, equidade, solidariedade e justiça social.

Os princípios do cooperativismo e suas vantagens:

1o - Adesão voluntária e livre - Um modelo para todos.

Qualquer pessoa interessada em utilizar seus serviços pode ingressar numa cooperativa, desde que o faça de forma livre e espontânea, e esteja disposta a aceitar as responsabilidades da sociedade.

2o - Gestão democrática - Todos têm os mesmos poderes.

Todos os associados têm igual direito de voto em uma cooperativa (um sócio = um voto). O poder de decisão não está vinculado à posse. Todos acompanham as políticas e a evolução da instituição, participando de todas as decisões.

3o - Participação econômica dos membros - Todos são donos.

Em uma cooperativa, todos são associados, que adquirem cotas para entrar na sociedade e têm direito a participar democraticamente de todas as decisões da instituição.

4o - Autonomia e independência - Todos têm autonomia de decisão.

Acordos e parcerias podem ser firmados pelas cooperativas, desde que não afetem o controle democrático dos membros.

Um caso especial é o das cooperativas de crédito que, como instituições financeiras, estão submetidas à fiscalização do Banco Central (o que não deixa de ser uma segurança para seus associados).

5o - Educação, formação e informação - Todos ensinam e aprendem.

A fim de contribuir com o desenvolvimento do modelo como um todo e com o seu próprio, as cooperativas promovem a educação e a formação de seus trabalhadores e associados, informando-os e capacitando-os. Uma prática cujos benefícios sócio-econômicos vão muito além das instituições em si.

6o - Intercooperação - Todos se ajudam.

Além dos associados de uma mesma cooperativa unirem-se e cooperarem uns com os outros, essa ajuda mútua também se estende para as relações entre as diversas cooperativas. Por meio de estruturas locais, regionais, nacionais e até internacionais, todas as cooperativas colaboram umas com as outras.

7o - Interesse pela comunidade -  Todos saem ganhando.

Sem fins lucrativos e formada por pessoas físicas, as cooperativas têm na comunidade seu objeto constituinte e seu principal objetivo. Dessa forma, trabalham para o desenvolvimento sustentável de suas comunidades, gerando benefícios sociais e econômicos não apenas para seus associados, mas para toda a sociedade.

Você já conhece o maior sistema cooperativo de crédito brasileiro, o Sicoob?

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